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domingo, 29 de novembro de 2009

FREI LUIS DE SOUSA - UEPA II




Em Frei Luís de Sousa, o mito sebastianista está bem presente.

O QUE É O MITO DO SEBASTIANISMO

Símbolo de patriotismo, a figura de D.Sebastião foi aproveitada pelo Estado Novo para exaltar os seus valores nacionalistas. O regime ditatorial derrubado em 1974 servia-se, na sua propaganda, da imagem de D. Sebastião, juntamente com a de D. Afonso Henriques - o pai da nacionalidade portuguesa - equiparando-os a Salazar. Estas três figuras apareciam como os «Salvadores da Pátria».

Ainda hoje, é da linguagem corrente a expressão «sebastianismo», utilizada de modo pejorativo, quando se quer dizer que alguém evoca, de uma forma temporalmente desfasada, factos passados que já não são relevantes para o momento presente.

É arriscado definir sentimentos, mas pode dizer-se que o sebastianismo consiste no mito de algo de superior que, a qualquer momento, poderá chegar de um lugar incerto, para salvar tudo o que há de mau dentro da dura realidade. Ou não fosse isso mesmo um mito. Ora, esse sentimento leva a que se criem heróis, figuras mitificadas pela boca do povo ou, mesmo, pela pena dos mais grandiosos escritores.

Com tudo o que isso tem de bom e de mau, somos, por natureza, um país de sebastianistas. A nossa história tem provado que continuamos sempre à espera de alguém que apareça do nevoeiro e nos venha resolver aquilo que somos incapazes de solucionar. Desde o século XII, altura em que foi reconhecido como País, Portugal viveu sempre, invariavelmente, em dificuldades económicas, com uma população com más condições de vida, pobre, carente. Não é, pois, de admirar esse luso sentimento de esperar indefinidamente pelo seu D. Sebastião, o Desejado.

Na circunstância histórica em que se deu o seu desaparecimento (1578 - batalha de Alcácer Quibir), significou para Portugal o início da perda da independência nacional para Espanha, fruto também de uma conjuntura sucessória, e a necessidade inerente de se criarem figuras heróicas, que representassem a superioridade dos valores nacionais, num período em que eles poderiam estar em perigo de descaracterização. Assim se explica a sua mitificação

texto retirado do Instituto Camões ( www.citi.pt )



A história da peça aborda uma autêntica catástrofe que se abateu sobre a vida de uma família nobre do final do século XVI. Tem como característica peculiar o fato de todas as personagens assumirem, ao longo do enredo, posições coerentes e de uma grande dignidade, pelo que é difícil definir quem é a personagem principal, da mesma forma que, no final, perante tão graves consequências de toda a tragédia abatida, surge no leitor uma sensação de profunda injustiça.

De uma forma resumida, o enredo é o seguinte: D. João de Portugal, um nobre muito respeitado na sociedade, desapareceu, em 1578, na batalha de Alcácer Quibir, por sinal a mesma na qual o rei D. Sebastião perdeu a vida. Contudo, a morte de D. João de Portugal nunca foi provada, passando-se exatamente o mesmo com D. Sebastião.

Entretanto, a mulher de D. João de Portugal, D. Madalena, esperou sete anos pelo marido, uma espera que se revelou infrutífera. Pese ter casado com D. João de Portugal, no meio da peça o leitor dá-se conta do facto de ela nunca o ter amado verdadeiramente. Pelo contrário, o homem que amava era Manuel de Sousa Coutinho, um português fiel aos valores patrióticos e inconformado com o domínio espanhol, que se vivia na altura em Portugal (1599).

Tomando uma atitude corajosa, Manuel e Madalena vão desafiar a sorte , casando sem ter a certeza da morte de D. João de Portugal. E aí começa a verdadeira dimensão trágica desta peça magistralmente feita por Garrett: realmente, tudo apontava para uma alta improbabilidade da hipótese de D. João de Portugal ainda estar vivo . O casal teve uma filha, D. Maria de Noronha, uma jovem muito especial, culta, adulta, mas simultaneamente criança e fisicamente débil. Ora, aqui surge o grande drama da ação: caso D. João de Portugal, por uma possibilidade trágica, ainda estivesse vivo, Maria era uma filha ilegítima, o que, para a sociedade da época, era um pecado muito grave.

Temendo a catástrofe, D. Madalena tem constantemente premonições trágicas, as quais vão ser concretizadas com a chegada de um Romeiro, que diz vir da Terra Santa e querer falar com Madalena.
O Romeiro em questão é D.João , que depois de 20 anos desaparecido retorna na figura deste romeiro.
Ao revelar a sua identidade, uma série de consequências irão advir.
Mostrando uma dignidade tocante, Manuel de Sousa Coutinho rende-se ao destino cruel entra para a vida religiosa como uma forma de se redimir da união " pecaminosa " ( pensamento reforçado pela questão do sebastianismo_). Madalena acaba seguindo o mesmo destino de Manuel. Passarão a ser FREI LUIS DE SOUSA E SOROR MADALENA, mas agora seguindo uma vida religiosa.


PARA NÃO ESQUECER

PONTOS IMPORTANTES PARA A PROVA DA UEPA

A presença, sistemática, do Amor desencadeia a tragédia e sobretudo o pecado, duas grandes características do Romantismo Português.
O confronto entre o indivíduo e a sociedade (Individualismo) é particularmente visível em D. Madalena
A religião aparece para suavizar o sofrimento trágico (tomada de hábito religioso de D Madalena e Manuel Coutinho) e é, também, uma referência de todas as personagens.
Por fim, a morte, um dos temas mais característicos do Romantismo, surge como solução aos conflitos desencadeados no decorrer da obra: morte física de Maria; que asim não deixa nada de registro da união condenável de Madalena e Manuel Coutinho .

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